Sou sádica.
Vejo sangue a correr
Nas ruas da minha cidade
Como rio,
Planta de outro saber,
Esse obscuro.
Vejo a vida que sofreu
E que sofrerá.
Vejo sentidos numa
Estrada sem fim,
À margem dos projectos
Dos outros.
Vejo quantas criaturas
Brilham num céu
De prazer e torturas.
Vejo-me a mim e a ti.
Enquanto vejo
Vejo assim.
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